CÂMARA DE LOBOS - DICIONÁRIO COROGRÁFICO

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Panificadora Moderna de Câmara de Lobos

 

A panificadora Moderna de Câmara de Lobos constituiu-se a 27 de Março de 1963 e reunindo na altura todas as padarias que operavam no concelho de Câmara de Lobos[1].

 

As padarias do concelho, em 1963 [2]

Desta sociedade faziam parte a padaria de Manuel André de Nóbrega, situada no sítio do Espírito Santo e mais conhecida por padaria do Zeferino [3]; a padaria de José Maria Barradas, também conhecida por padaria do pruzica [4], com sede na ponte dos Frades; a padaria de Manuel de Sousa, com sede na hoje denominada rua dos Lamaceiros, em Câmara de Lobos [5]; a padaria de Manuel Mendes e Irmão Lda. com sede no lugar do Estreitinho, Cabo do Podão e conhecida por padaria dos Vicentes ou por padaria do pinga sono, numa alusão ao apelido de José Figueira da Silva, seu primitivo proprietário; a padaria de António Pestana Henriques e depois de seu filho Francisco Pestana Henriques, com sede no Garachico [6]; a padaria de Manuel Gonçalves Júnior, com sede na freguesia da Quinta Grande [7]; a padaria de José Rodrigues de Freitas, com sede no sítio da Caldeira [8]; a padaria de Luís Fernandes, com sede na Terra Chã [9]; a padaria de Fernando Esteves Gomes Faria, com sede no sítio do Rancho; a padaria de Isidoro, Abreu e Caires Lda. com sede no lugar do Damasqueiro, sítio da Igreja no Estreito de Câmara de Lobos [10] e ainda a padaria de Manuel Joaquim Pinto, conhecida por padaria Serra Morena [11]. A esta sociedade viria a pertencer uma outra denominada de Oliveira, Pita, Cristóvão e Nunes Lda., que apesar de não possuir, na altura qualquer alvará, encontrava-se na situação de arrendatário da padaria do Garachico.

 

A sede da Panificadora Moderna

Depois da criação da sociedade panificadora moderna de Câmara de Lobos, esta escolhe a padaria do Damasqueiro para concentrar todo o fabrico de pão, até então disperso por várias padarias [12] e para o efeito, faz construir novas instalações nas traseiras das então existentes, que viriam a entrar em funcionamento no dia 2 de Janeiro de 1965.

Por volta de 1993 tem lugar uma nova ampliação das instalações que passam a apresentar a configuração actual.


 


[1]      Segundo o Jornal da Madeira de 21 de Abril de 1966, por escritura de 22 de Dezembro de 1965 lavrada a fls 3 do L. 489-A do 4º Cartório da Secretaria Notarial do Funchal, foi alterada a clausula quarta do pacto social da sociedade em epígrafe, através do seu parágrafo 3º que ficou com a redacção final seguinte: "O capital social poderá ser aumentado, uma ou mais vezes, com a entrada de novos sócios, desde que estes possuam estabelecimentos de fabrico de pão, devidamente legalizados, com situação no concelho de Câmara de Lobos e que na Assembleia Geral, para o efeito convocada, haja votação favorável de, pelo menos, 75% do capital social.

[2]      Existiu uma padaria no Ribeiro Real que interessa identificar melhor. CMCL, 25 de Setembro de 1936 - Presente um ofício do Eng. Chefe da 7ª Circunscrição Industrial de 23 do corrente pedindo para que a Câmara nomeie o perito delegado das medidas desta Câmara, na vistoria que tem de proceder no estabelecimento industrial de forno de padaria no sítio do Ribeiro real, freguesia de Câmara de Lobos pertencente a António Figueira Quintal: Foi nomeado o presidente Francisco Ferreira.

[3]      A denominação de Zeferino tem a ver com Zeferino de Nóbrega um dos seus primitivos proprietários. O Eco do Funchal publica a 14 de Dezembro de 1944 uma reportagem sobre o comércio em Câmara de Lobos e esta padaria é referenciada por Padaria Central.

[4]      CMCL. Livro de Vereações. Reunião de 15 de Janeiro de 1937. Foi presente um ofício do Eng. Chefe da 7ª Circunscrição Industrial do Funchal, datado de 13 do corrente, enviando cópia do auto de vistoria para licenciamento de um forno de padaria no sítio da Torre, freguesia de Câmara de Lobos, pertencente a José Maria Barradas: Arquive-se.

[5]      Diário de Notícias, 6 Junho de 1951 - por deliberação da junta geral e tornada pública a intenção de Manuel de Sousa de legalizar o seu forno de padaria ao sítio da palmeira, freguesia e concelho de câmara de lobos.

[6]      CMCL. Livro de Vereações. Reunião de 12 de Março de 1937. Foi presente um ofício do Eng. Chefe da 7ª Circunscrição Industrial de 10 do corrente enviando cópia do auto de vistoria requerido por António Pestana Henriques para licenciamento de um forno de padaria no sítio do Garachico, freguesia de Câmara de Lobos.

[7]      diário de notícias, 13 Julho 1950 - em edital, a Junta Geral do Distrito anuncia que Manuel figueira Gonçalves, pretendia legalizar o seu forno de padaria situado ao sítio da igreja na quinta grande.

[8]      CMCL. Livro de vereações - 12 de Janeiro de 1966 - Foi presente um requerimento de Berta de Abreu, casada com José Rodrigues de Freitas residente ao sítio da Caldeira, freguesia de Câmara de Lobos, pedindo a desistência do letreiro que possui no seu estabelecimento com os dizeres PANIFICADORA DA CALDEIRA.

[9]      CMCL. Livro de Vereações. Reunião de 10 de Janeiro de 1936. Presente do Eng. chefe da 7ª Circunscrição Industrial do Funchal pedido para que a Comissão Administrativa da Câmara nomeasse um representante para a vistoria a que se tinha de proceder para a instalação de um forno público de pão no sítio do Caminho Grande e Preces, freguesia de Câmara de Lobos, requerido por Manuel Fernandes Júnior, tendo sido nomeado para o efeito Francisco Ferreira.

[10]    Reunião da CMCL de 21 de Maio de 1947- foi presente um requerimento de José Isidoro Gonçalves de Faria residente ao sítio da igreja, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos solicitando autorização para construir um armazém sobre a padaria e uma loja no nível da estrada Distrital.

[11]     Esta padaria não terá entrado na constituição primitiva da sociedade devido ao facto de se encontrar na situação de partilha pelos herdeiros do seu proprietário. Apesar do Diário de Notícias de 27 Setembro 1951 publicar um edital informando que Joaquim Pinto Figueira pretendia legalizar um forno no seu estabelecimento industrial, esta padaria existia havia já vários anos.

[12]    Na reunião da CMCL de 11 de Março de 1964 é presente um ofício da Panificadora Moderna de Câmara de Lobos apresentando a alteração do alçado principal do projecto para a construção do seu estabelecimento de padaria ao sítio da Igreja, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos.

Câmara de Lobos

Dicionário Corográfico
Edição electrónica

Manuel Pedro Freitas

 

Câmara de Lobos, sua gente, história e cultura