CÂMARA DE LOBOS - DICIONÁRIO COROGRÁFICO

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José Figueira da Silva

 

 

Silva, José Figueira da

 

José Figueira da Silva era natural do Estreito de Câmara de Lobos, onde nasceu ao sítio da Ribeira Fernanda, por volta de 1829 e faleceu no Estreito de Câmara de Lobos, ao sítio da Ribeira Fernanda, onde residia, no dia 23 de Março de 1907, aos 77 anos de idade [1]. Era filho do Tenente Joaquim Figueira da Silva e de Domingas Rosa, proprietários e naturais da freguesia do Estreito. Era neto paterno de José Figueira da Silva e de Ana Figueira e neto materno do ajudante Tomás de Ornelas Figueira e de Ana Figueira da Silva, todos naturais do Estreito de Câmara de Lobos.

Casou na igreja do Estreito de Câmara de Lobos, a 11 de Janeiro de 1864 com Vitorina Olívia Jardim [2], de quem houve geração:

1.  Maria, falecida aos 2 anos.

1.  Alice Georgina Figueira que casou com Francisco Nunes Pereira de Barros, de quem teve:

2. Alice Salete Figueira de Barros que casou com Dr. João Augusto Figueira César.

2. Maria da Graça Figueira de Barros, que casou com Ernesto Alves Pinto Correia.

2. Francisco Nunes Pereira de Barros Júnior, que casou com Filomena Izilda Pestana Rodrigues.

1.  José Figueira da Silva Júnior, falecido na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos ao sítio da Ribeira Fernanda, em Janeiro de 1910. Casou por duas vezes:

Em primeiras núpcias com Maria Mónica Ferraz e Silva, filha única do primeiro casamento de Francisco Figueira Ferraz com Antónia Figueira Ferraz, de quem teve:

2.  Maria Cecília Ferraz e Silva.

2.  Eng. Maurílio Ferraz e Silva que casou com Maria Bluete Aguiar, filha de Clemente de Aguiar.

Em segundas núpcias com Maria José de Barros Figueira, de quem não teve descendência.

 

José Figueira da Silva foi presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos entre o dia 2 de Agosto de 1876 e o dia 1 de Janeiro de 1882. Ainda que na qualidade de vice-presidente, assume no dia 2 de Agosto de 1876 as funções de presidente da Câmara Municipal, em substituição do então presidente Luís Soares de Sousa Henriques, entretanto chamado para ocupar o cargo de administrador.

Em 1877 é confirmado no cargo de presidente da Câmara, assumindo novamente tais responsabilidades no dia 2 de Janeiro de 1878, mas desta vez à frente de um elenco camarário próprio e constituído por: João Figueira da Silva; João Joaquim Gonçalves Henriques (vice-presidente); João Baptista de Araújo, Luís Soares de Sousa Júnior e João Augusto Figueira da Silva. Em 30 de Janeiro de 1878, Luís Augusto Mendes é chamado a ocupar a vaga de Luís Francisco Mendes Correia.

No dia 2 de Janeiro de 1880, José Figueira volta a ser presidente da Câmara, sendo a sua equipa constituída por João Joaquim Gonçalves (vice-presidente); Luís Augusto Mendes; João Baptista Araújo; João Figueira da Silva; Luís Soares de Sousa e António Feliciano de Freitas Correia.

Entre o dia 28 de Abril de 1880 e o dia 16 de Junho de 1880, José Figueira da Silva faz-se substituir, temporariamente, pelo vice-presidente, em virtude de ter assumido as funções de juiz ordinário do julgado de Câmara de Lobos.

Para além das suas responsabilidades à frente da autarquia, José Figueira da Silva foi também juiz ordinário do julgado de Câmara de Lobos e regedor substituto da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos em 1860 e 1861.


 


[1]  No dia 15 de Fevereiro de 1836, há referência a um casamento, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, entre José Figueira da Silva, filho de João Figueira da Silva, natural do Estreito de Câmara de Lobos e Luisa Maria Angélica, natural do Campanário, com Maria Augusta da Silva, filha do Ajudante José Figueira da Silva e de Antónia Figueira, natural e residente no sítio do Covão, freguesia do Estreito de Câmara de Lobos e onde surge como testemunha Manuel Joaquim Lopes, que assina. Este facto poderá permitir a verdadeira identidade do presidente da Câmara com o nome de José Figueira da Silva.

A identidade do presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, com o nome de José Figueira da Silva também poderá ser identificado mediante a assinatura no casamento de João Joaquim Gonçalves Henriques, onde o José Figueira da Silva do Estreito era testemunha.

Em 1871 existia um José Figueira da Silva, na freguesia do Campanário, residente no sítio do Lombo do Romão, com a idade de 69 anos. Existia também um José Figueira da Silva, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, com 42 anos e residente ao sítio da Ribeira Fernanda.

Em 1877, surge novo José Figueira da Silva na freguesia do campanário.

Recomendações:

Saber qual dos Josés era juiz do julgado de Câmara de Lobos!

Verificar se alguns destes José Figueira da Silva era vereador a 2 de Janeiro de 1870 e comparar a sua assinatura com a encontrada na presidência de José Figueira da Silva

[2]     Faleceu na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos no dia 5 de Janeiro de 1912.

 

 

Câmara de Lobos

Dicionário Corográfico
Edição electrónica

Manuel Pedro Freitas

Câmara de Lobos, sua gente, história e cultura