CÂMARA DE LOBOS - DICIONÁRIO COROGRÁFICO

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Padre António Alberto de Sousa

 

 

Sousa, Padre António Alberto

 

Natural de Machico, onde nasceu a 13 de Dezembro de 1923 e faleceu a 8 de Fevereiro de 2011. Era filho de António Venâncio de Sousa e de Maria da Purificação Luis de Sousa.

Frequentou a instrução primária, em Machico e ordenou-se sacerdote a 20 de Dezembro de 1945, após ter concluído o Curso do Seminário do Funchal.
Durante sete meses foi amanuense na Câmara Eclesiástica do Funchal. Seguidamente foi nomeado Coadjutor do Porto Santo, onde era pároco o padre Silvano.
Além de toda a colaboração nos serviços pastorais, recorda os trabalhos da reconstrução da Capela de Nossa Senhora da Piedade, onde foi preciso carregar arreia e cimento.
Do Porto Santo, onde esteve apenas durante sete meses, remou ao Campanário, onde já enraizou durante sete anos, como Coadjutor do Padre José Antero. Muito embora trabalhasse numa pastoral de conjunto, recorda a Catequese como a primeira de todas as prioridades.
Santo António e a Casa de São João de Deus no Trapiche, foram o seguinte cenário da sua actividade pastoral. Coadjutor da Paróquia e Capelão da Casa de Saúde, estiveram a seu especial cuidado as populações das zonas altas, que mais tarde conformaram as novas paróquias da Graça e Visitação, enviado como João Baptista a preparar os novos caminhos da evangelização daquelas zonas afastadas do centro paroquial. Aqui esteve durante quatro anos.
Daqui foi enviado a outra frente, a outra zona alta, desta vez em Santa Maria Maior, como Coadjutor, com residência no Bom Sucesso, com a missão específica de também preparar esta zona para a futura paróquia que veio a ser a do Coração de Jesus. O seu trabalho apostólico durou aqui quatro anos, no momento em que se levantava já a igreja, futura sede paroquial. Era então pároco, o Pe. Alfredo Ponte Lira.
Como prémio aos seus altos merecimentos, foi surpresivamente promovido a Pároco, tendo remado para a Madalena do Mar, onde esteve durante dois anos, pondo à prova a sua capacidade de adaptação e obediência, contribuindo ainda para a decoração interior do templo paroquial.
Em 1961 começou do nada a Paróquia do Carmo, com sede provisória na Capela das Preces. A par da comunidade espiritual que cedo começou a congregar, a sua acção incidiu imediatamente na compra do terreno onde hoje se encontram a residência e a igreja paroquiais. Veio imediatamente o projecto de arquitectura, da autoria de Marcelo Costa, que tratou de identificar a igreja com o barco, instrumento de trabalho da maioria dos homens em Câmara de Lobos e pelo facto da Igreja chamar-se a Barca de Pedro.
Surgiram então as construções. Primeiro a Casa Paroquial, totalmente terminada, logo o Salão polivalente e depois a estrutura do templo, com as suas paredes e a placa do tecto.
No salão polivalente chegou a funcionar um 1.º ciclo devidamente autorizado. Evoca também as tardes de convivo e de cultura que o salão foi paulatinamente proporcionando à população, quer através de récitas,
de teatro ou de cinema.
Aos dez anos de actividade paroquial no Carmo, ou seja em 1971, foi enviado a S. Gonçalo, como o sacerdote que reunia qualidades adequadas a esta comunidade, tendo-se doado e dado tudo até ao presente. Diz ter sido uma actividade pastoral normal. Terminou os interiores da igreja, começando pelo altar, paredes, barra, porta, lustres, etc. Numa palavra terminou a decoração interior da igreja sonhada pelo Padre. Pita Ferreira que dera a sua vida por aquela igreja de estilo gótico.
Evidentemente, sem descurar a pastoral e o acercamento do pastor com o povo de Deus, cujas casas visitou consequentemente durante catorze anos, enquanto lhe permitiram as forças e a saúde, hoje debilitada.
A sua grande aposta, porém, na linha já vivida durante a sua passagem por Santo António e Bom Sucesso, e especialmente recomendada pelo bispo, foi dotar as zonas altas de S. Gonçalo dum Centro Social Paroquial, de forma a preparar uma futura paróquia que possa levar até a estas populações a mensagem evangélica.
Ai está o Centro Social Paroquial da Boa Esperança, como Centro de culto, de convício e de Catequese, pensado em primeira mão para apoiar também as Cooperadoras da Família, entretanto vindas para a Madeira, de que o Pe. Alberto foi assistente diocesano.
Está apenas construída uma ala, em cujo rés do chão funciona uma Capela provisória, e nas restantes instalações funciona um Centro de Catequese. 

Dentro dos serviços eclesiásticos que desempenhou, na Diocese do Funchal, haverá a destacar:
  • Cura da Paróquia da Piedade (Porto Santo), a 08 de Julho de 1948.
  • Cura da Paróquia de Santo António, a 20 de Maio de 1951.
  • Cura da Paróquia de Santa Maria Maior, a 31 de Março de 1954.
  • Pároco da Paróquia da Madalena do Mar, a 3 de Outubro de 1958.
  • Pároco da Paróquia do Carmo (Câmara de Lobos), a 31 de Dezembro de 1960.
  • Pároco da Paróquia de São Gonçalo, a 4 de Novembro de 1970 até 28 de Setembro de 2002.
  • Assistente da Obra de Santa Zita, a 30 de Outubro de 1982.

 

Câmara de Lobos

Dicionário Corográfico
Edição electrónica

Manuel Pedro Freitas

Câmara de Lobos, sua gente, história e cultura